link href='data:image/x-icon;base64 Blog do Fantasma - Notícias: Opinião

Admiro e congratulo o trabalho do grupo gestor nesta frustrante tentativa de manter o futebol profissional de Ponta Grossa vivo. Sem apoio do município realmente é muito difícil prosperar. Pelo mundo afora os administradores investem no esporte e no futebol da sua cidade, pois sabem dos benefícios e melhorias para os seus habitantes e aqui se limitam a justificar que não podem se utilizar de dinheiro público para investimento. Isto é um erro, propositalmente ou não. Será que o mundo todo está errado e só estes administradores públicos daqui estão certos? É só ter um mínimo de boa vontade para verificar que em dias de jogos toda a cidade se agita e lucram desde o simples vendedor de pipocas até a própria Viação Campos Gerais que lota vários ônibus de torcedores na ida e na volta destes. Então investir neste clube, mesmo sendo ele particular, traria benefícios e bem estar para os cidadãos que é a razão de ser do serviço público, não seria mais que uma prestação de serviços investir buscando inclusive ampliar esta alternativa de ganhos e lazer para a população. Também muitos fazem comentários maldosos por pura ignorância, e outros tantos por inveja tentam denegrir a história centenária do clube, mas falar de nossa cidade sem lembrar do Operário Ferroviário é impossível. Vejo como o grande equívoco deste grupo gestor não conhecer o relacionamento que sempre existiu entre o Operário e o seu torcedor e só por isso estão afastando do Estádio Germano Krüger o seu principal aliado. De um clube que em jogos da segunda divisão do Campeonato Paranaense colocava no estádio de seis a oito mil torcedores de média por jogo, hoje, disputando o Campeonato Brasileiro, mal consegue a freqüência de duas mil pessoas. Será que alguém deste grupo gestor está tentando entender o que estaria acontecendo? Onde está aquele clube promissor de três anos atrás? Na minha visão, não é só porque o time é bom ou ruim que o torcedor está se afastando. Em 2010 o time era bom e mesmo assim já se notou uma diminuição na média de público. O que está faltando é respeito constante e admiração por este torcedor que já manteve o clube em dias de muita dificuldade. As atitudes dos seguranças e porteiros nas entradas do estádio influenciam neste afastamento também, pois o torcedor pode se sentir agredido simplesmente por não conseguir entrar com um simples copo de refrigerante que comprou do lado de fora do estádio. Como licenciado em Matemática não entendo como alguns preferem colocar quatro mil torcedores no estádio a R$ 20,00 o ingresso do que colocar oito mil torcedores a R$ 10,00. Primeiro pela festa e pelo entusiasmo que este grande número de torcedores proporciona e porque o torcedor não se limita a assistir ao jogo, costuma gastar além deste valor consumindo dentro do estádio, levando familiares e amigos juntamente com ele. Sem estas possibilidades, quanto mais caro o ingresso torna-se mais dispendiosa a freqüência, como também menos prazeirosa. Aqueles que concordam com as minhas opiniões que busquem alternativas de mudança, já aqueles que não, que continuem a conduzir o centenário Operário Ferroviário a se tornar um clube de trezentos torcedores, quando muito, e até mesmo a sua extinção, pois na minha visão a continuar do jeito que está, é para lá que ele está sendo conduzido.

5 Responses so far.

  1. Será que é tão difícil investir um pouco no estádio? Arrumar de R$ 200 a R$ 300 mil para dar um pouco mais de comodidade para o torcedor? Se não tem o dinheiro usem a inteligência para fazer um mutirão entre todos os que apóiam, quantos estádios no Brasil foram construídos desta forma, com a contribuição de todos? Na minha opinião, que acredito ser a da maioria, são necessidades básicas: o hino do clube. Será que ninguém tem a capacidade de pedir para a Banda Lira dos Campos ou a Banda do Exército fazer um, como marcha mesmo, alegre, prá cima, prá empolgar a quem ouça? Aquele telhado da parte coberta, já é coisa do século passado, bem ultrapassado. Será que sai muito pelo menos colocar uma de um formato mais moderno, arredondado, etc.? Retirar urgentemente estas barraquinhas e construções no lado das gerais e arrumar alguns milheiros de tijolos para aumentar umas cinco ou dez fileiras? Não tem nenhuma construtora na cidade que se habilite a financiar este material já que o retorno é sempre certo? Arrumar algumas latas de tinta para pintar o estádio nas cores do time, em preto, branco e cinza? Ninguém conhece nenhum artista que possa elaborar um simples esboço para um formato novo para esta pintura? Não é possível construir mais dois ou três banheiros, masculinos e femininos no lado das gerais? De boa aparência preferencialmente. Daí sim, organizar próximos a estes locais, pontos para a venda de bebidas e outros produtos? Será que não existe alguém que possa financiar um alambrado novo e também uma pista ou grama ao redor do gramado? Ta horrível aquela terra que ficou por lá. Poxa, esse povo parece que não tem imaginação, ou será que para eles está bom ou será falta de interesse mesmo?

  2. Pois é Marcos Borkowski, chega a dar saudades do tempo da segundona, como era bom ir no Germano sempre cheio, com as torcidas fazendo a maior festa, incentivando o time. Acho que é a falta de incentivos a estes torcedores, de reconhecimento, que está os afastando e em um número cada vez mais maior. Mas vamos esperar pelo milagre, o clube já esteve em situações piores e saiu delas. Quem sabe alguém daqui mesmo abra os olhos dos que vem de fora para que estes também percebam que o Fantasma é bem mais do que isto que está sendo apresentado atualmente

  3. Em Campinas, o estádio da Ponte Preta foi construído a partir da reunião de donativos dos torcedores e de empresários da cidade que doaram o material necessário para as reformas, tijolos, cimento, tinta, etc. Recentemente, em Barueri/SP, a prefeitura construiu todo um centro esportivo que não só servia para apoiar o futebol profissional, além de construir um estádio para 40 mil pessoas, o local serve para a prática de todo tipo de esporte, ou seja, o cidadão que deseja praticar um esporte procura o centro esportivo, passa por avaliações médicas e tem todo o apoio gratuitamente. É um retorno a ele mesmo pelos impostos que paga. Isto não só dá melhores condições de saúde para as pessoas, mas também retira crianças e adolescentes das ruas e do mundo das drogas. E este não é um dever do serviço público? O Operário tem sim o seu ínfimo lado particular, mas em suma, é do povo de Ponta Grossa, a grande massa que vai ao Germano Krüger não é sócio do clube. Então, na minha opinião, o Operário é sim de Ponta Grossa e merece estar voltado para o benefício de cada um dos seus cidadãos. Utilizar de dinheiro público para isto é investimento e está redondamente equivocado quem diz que é gasto. Ganham os cidadãos, o comércio e os empresários, portanto é perfeitamente cabível que apoie e que se faça algo, pois a marca já existe, só precisa de incentivos para crescer. Tem todo o meu apoio.

  4. Alguém saberia me responder do porque nossa cidade não se desenvolver? Será que a cidade vai chegar a 200 anos sem tem o porte mínimo necessário de cidade grande? Sempre a mesma conversa sobre a proximidade com a Capital, e onde está a nossa independência? Para viajarmos de avião vamos ter de continuar nos deslocando até Pinhais? E o mesmo digo para os que pretendem vir até aqui, isto não influencia nas decisões deles de vir ou não até aqui? Temos o maior entroncamento rodoferroviário da Região Sul, uma região automobilística como o bairro do Sabará, com todo tipo de mecânica e revenda de automóveis e não conseguimos construir um autódromo. Porque outras cidades do interior têm? Temos um time de futebol centenário, a maior torcida do interior do Paraná, e nem um estádio de futebol decente temos? Quanto tempo levará para que os administradores eleitos pelo povo modernizem seus pensamentos? Ou será que teremos de esperar por novas gerações que nos tragam idéias e conceitos modernos de desenvolvimento? Do que verifico das últimas três décadas, parece que esta cidade está estagnada e que não veremos nenhum desenvolvimento efetivo, pois a cidade continua a transparecer pobreza e subdesenvolvimento! Se assim do jeito que está é bom para alguns, não o é para a enorme maioria. Por que outras cidades se desenvolvem e a nossa caminha a passos de tartaruga?

  5. Concordo com tudo o que expôs Marcos...
    Uma cidade com mais de 300 mil habitantes, o Operário em 2012 centenário, a força de uma torcida que é a maior torcida do interior do Paraná, seria para que todos estivessem irmanados para que no seu centenário o Operário estar na série C...
    É para pasmar, porque depois de tanta luta em 2010 para que o Operário chegasse onde chegou, e não se colocar fé no time, ver o empresariado local virando as costas... porque mostrar a sua marca, sai na TV, sai nos jornais... é investimento, é marketing!
    Não dá para entender... e aí me pergunto: como estará esse Departamento de Marketing? Estão realmente sabendo explorar isto?