link href='data:image/x-icon;base64 Blog do Fantasma - Notícias: Iurk explica parceria para reformas no Operário


Presidente considera estrutura precária. Saída de Dorli foi considerada como necessária para desenvolvimento do projeto

Por Emmanuel Fornazari, Net Esporte Clube

Em entrevista ao Net Esporte Clube, o presidente do Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC),
Carlos Roberto Iurk, confirma que a falta de poder de investimento do empresário Dorli Michels foi um dos pontos principais para sua saída da gestão.

Além disso, Iurk destaca as reformas na "precária" estrutura - começando pelo departamento médico, academia e cozinha - orçando em R$ 150 mil de investimento. Sendo que a metade é parte do Operário e restando do grupo gestor.

O que vai mudar com a troca da gestão?

Vai haver uma maior liberdade do pessoa do Rio de Janeiro. Eles vão se sentir mais vontade para maiores investimentos. Eles ficavam meio acanhados, porque o Dorli Michels estava com algum problema financeiro e eles também não queriam força-lo na possível contratação de um jogador com maior nome, com mais referência e potencial. Eu acredito que eles tenham melhores possibilidade de contratar melhor, com mais qualidade, mais peso, porque eles tem objetivo de conquistar uma das quatro vagas para a série D.

O Operário vai ter um poder de investimento maior?

Com certeza. Esse é o principal fato e que acho que vai acontecer.

E quando surgiu a hipótese de mudanças, acontecendo a saída do Dorli Michels, qual foi o seu posicionamento... Contra, a favor, foi uma negociação?

Nós fizemos o meio de campo. Achamos que nós tínhamos um débito mais emocional do que racional, temos a gratidão a ele e é um dos responsáveis por Operário estar aqui. Mas nós agimos com a razão também e vimos que ele não tinha mais condições de continuar, para o bem dele e do projeto do Operário, e ele visualizou tudo isso e resolveu se retirar.

E quais benefícios isso vai gerar? Contratações, estrutura...

Até a reforma do próprio estádio. Tudo isso vem atrelado. Quase de imediato vamos reformar... comprar equipamentos para academia e reformar o departamento médico. A cozinha já está em fase final. Esses três pontos iniciais que já vão começar a aparecer o trabalho.

Em quanto tempo vocês querem que esta estrutura básica já esteja disponível?

No começo do Campeonato já vai estar em pleno funcionamento.

E como vai ser a viabilização deste dinheiro?

Meio a meio. Vai ser dividido de igual maneira entre o Operário e a Premier Soccer.

Já estipulam um valor necessário para arcar com essas primeiras reformas?

Já temos sim. Mais ou menos, nós vamos gastar R$ 150 mil para o departamento médico, academia e término da cozinha. Não engloba aqui o estádio. Porém, o projeto arquitetônico está custando R$ 65 mil. Nós vamos ter quatro etapas desta reforma e ampliação do estádio Germano Kruger. Primeiro está sendo feito projeto para depois fazermos o orçamento.

Sendo R$ 150 mil para estas reformas, o Operário já tem a metade, que seria sua parte, para aplicar agora?

Sim. Temos sim.

E como que você avalia a estrutura hoje? Precária, ruim, boa ou ótima?

Eu a avalio como precária. Não podemos deixar de considerar a falta de dinheiro para que se pudesse melhorar. Foi feito o que era exigido para gente conseguir os laudos. Mas falta investir em conforto para o torcedor. Eu acho que nós perdemos de 2 a 3 mil pessoas que gostam de futebol, mas também exigem um conforto maior.

Então as reformas vão visar também melhorar os banheiros, o vestiário...

Sim, possivelmente também um restaurante, uma sala para a história do clube. Tudo isso deve estar neste projeto que estamos elaborando que ficará pronto dentro de 60 dias. A sala de memória seria algo para mais a frente, para o ano que vem.

E na questão de jogadores, contratação...?

O Jair Pereira tem uma lista de atletas que foram observados no Paranaense e também que podem vir de fora, de outras regiões, como do próprio Rio de Janeiro. Ele quer montar uma equipe forte para que consigamos uma dessas quatro vagas para chegar à série C no centenário.

O que vocês estão pontuando para o Centenário, além da reforma do estádio e da vaga na Série C?

Nós queremos começar o ano participando da Copa São Paulo de Juniores. Há a possibilidade, mas não há nada definido. Seria a Copa do Brasil, Paranaense e Série C. Conseguir uma boa campanha no paranaense, seria algo sensacional.

E o Sócio Centenário como está?

Estamos formulando, ver quais vão ser as vantagens para os contribuintes, qual seria contrapartida do clube para os apoiadores. Seriam 100 cotas de R$ 10 mil e teria uma parte no estádio com o nome grafado eternamente em uma placa com uma listagem das pessoas que fizeram parte deste programa. Quando o projeto arquitetônico for lançado apresentamos junto o Sócio Centenário.

Não seria mais fácil conseguir mais pessoas com um valor de contribuição menor, do que menos pessoas para um valor de R$ 10 mil?

Nós temos debatido muito esse assunto. Os envolvidos se manifestam achando que menos pessoas, neste caso 100, que é número do centenário, seria melhor, do que mais pessoas a custo menor. Acreditamos que compensa desta forma.

O contrato com os patrocinadores vão terminar agora, antes da Série D. Há interesse de renovação com os atuais, ou vão procurar outros?

A princípio está sendo conversado para renovar. Parece que já existe o desejo das empresas. Estamos negociando para continuar.

Vai ser tentado um aumento? Hoje a patrocinadora master, por exemplo, paga R$ 15 mil por mês...

Vamos tentar assim. Vamos ver a possibilidade de aumentar. Vamos ver.

O que torcedor pode esperar do Operário para o segundo semestre?

Eu sempre tenho dito que o torcedor tem que acreditar que Operário está numa ascensão. O planejamento foi cumprido. Isso foi importante. O que foi traçado no começo do ano foi alcançado. E eu reafirmo que nós conhecemos este grupo há quatro meses e termos a certeza de que eles têm competência para gerir. E nós pedimos para a torcida continuar acreditando e desculpando nossos erros.

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